30.4.09

Como fazer cerâmica

Como fazer cerâmica? - A parte técnica
Artigo de Luciana Chagas

A prática cerâmica artesanal e artística não tem a intenção de produzir objetos em grande escala ou massificados. Nela, cada peça é única, é modelada à mão, individualmente. Pode ser um vaso, ou um pote, ou mesmo uma escultura. O ceramista que se propõe a isso está sempre se reinventando, acrescentando e investindo no seu próprio estilo. Este artigo descreve todos os processos técnicos pelos quais passa uma peça de cerâmica artesanal genuína.

Antes de mais nada, é necessário saber escolher a argila (o barro) para a modelagem. Existem as argilas naturais e as massas cerâmicas. As argilas naturais são aquelas encontradas na beira do rio, por exemplo, e vendidas em lojas de jardinagem ou algumas papelarias. Porém, essas argilas contêm muitas impurezas, como areias, pedriscos, galhos e raízes, o que prejudica o trabalho de modelagem. Portanto, recomenda-se o uso das massas cerâmicas, argilas preparadas e processadas especialmente para esse fim. Elas apresentam textura fina e uniforme, além de suportar queimas de altas temperaturas. Podemos encontrar essas massas em lojas específicas de artigos para arte, cerâmica e artesanato.

Existem várias técnicas de modelagem empregadas para a criação de objetos de cerâmica. A mais conhecida e lembrada é o torno, que gira a argila a uma velocidade constante, possibilitando a realização de vasos, pratos, potes e outros objetos redondos. Mas o ceramista pode usar outras técnicas de modelagem manual, como aquela em que o vaso é erguido a partir de pequenas cobrinhas de argila que se emendam umas sobre as outras. Ou as placas de argila, esticadas com um rolo de massa, e montadas de acordo com a forma planejada. Além destas, existem várias outras técnicas, e cada uma delas impõe uma determinada forma: mais orgânica no caso dos rolinhos, mais geométrica no caso das placas.

Em todas elas é necessário estruturar a peça ou o vaso, pois a argila está mole durante a modelagem, e ela deve ser empilhada de modo a não desmoronar durante esse processo. O ceramista deve pensar arquitetonicamente, nesse caso.

As emendas de argila com argila devem ser também muito bem consolidadas, para que não se soltem na secagem da peça. Durante a secagem, a argila perde água, portanto, há uma retração de volume que pode fazer com que a peça fique trincada, caso as paredes dela não tenham espessura uniforme. Finalmente, a queima, que deve ser feita em fornos especiais para cerâmica, pois é necessário que ela seja muito lenta até atingir a temperatura de 900º C para a primeira queima, e caso a peça receba esmaltes, de 1000º C a 1300º C, dependendo do tipo de esmalte.
Como se não bastasse a parte técnica ser bem complexa e exigir diversos cuidados, é necessário pensar o que se vai modelar, pois o que define e diferencia o verdadeiro objeto artesanal é o investimento estético, a pesquisa, a criação.

21.4.09

Bazar dias 25 e 26 de abril

Esta é a estante do próximo bazar! Todas as peças que você vê estão à venda por preços ótimos.
Dias 25 e 26 de abril de 2009 - para convidados

18.4.09

Antípoda

"Antípoda" é um díptico composto de azulejos em terracota, de 8 mm de espessura, nos quais reproduzi um desenho de um guerreiro originalmente pertencente a um azulejo de Delft.

Aqui, ele enfrenta seu negativo. Os esmaltes e seus efeitos contribuiram naturalmente para essa oposição, pois usei um branco de baixa, que se expandiu em alta fusibilidade na alta temperatura, retraindo a linha azul no guerreiro da esquerda e expandindo a linha branca no guerreiro da direita.
Antípoda - 2009
Luciana Chagas
Painel de cerâmica de alta temperatura e vidrados
16 x 32 cm