4.6.09

Curso livre de esculturas cerâmicas

Esculturas Cerâmicas: Técnicas Inspiradoras e Processo Criativo

Objetivo
Este é um curso que pode ser feito tanto por iniciantes como por artistas experientes. O conteúdo programático inclui a criação de escultura em cerâmica em grandes formatos e apresenta todas as etapas do processo criativo em escultura, tendo como parâmetro a produção moderna e contemporânea e o desenvolvimento de uma poética pessoal no meio tridimensional.

Programa

Apreciação de obras de ceramistas contemporâneos; aspectos técnicos da argila e da queima da cerâmica; técnicas construtivas em argila; pesquisa de materiais; estudos preliminares e projeto de escultura; realização de escultura em argila para posterior queima.

Professor

Luciana Beatriz Chagas é formada em Educação Artística pela UNICAMP (Bacharelado e Licenciatura) e possui mestrado em Multimeios pela mesma Universidade. É artista plástica e professora de Linguagem Tridimensional no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e de Cerâmica, Escultura e Modelagem na Faculdade Paulista de Artes.


Início: 13/08/2009

Duração: 2 meses

Local: Unicentro Belas Artes de São Paulo
Carga Horária: 32 horas
Dia da Semana: Às quintas
Horário: das 13h30 às 17h30
Investimento: A vista R$282.60 ou em 2 x R$ 157.00


Inscrições e informações:

telefone: 5576-7170


2.6.09

Curso Livre de Entalhe em Madeira: Escultura

Entalhe em Madeira: Escultura
profa Luciana Beatriz Chagas

Curso Livre de Entalhe em Madeira: Escultura

Objetivo

Este curso propõe a criação de escultura em madeira, por meio de entalhe. O programa aborda os aspectos técnicos do entalhe em madeira e o desenvolvimento da percepção espacial. Serão apresentadas todas as etapas do processo criativo em escultura, para que os participantes criem suas obras, tendo como parâmetro a produção moderna e contemporânea e o desenvolvimento de uma poética pessoal no meio tridimensional.

Programa
Características da madeira como material escultórico; apreciação de escultores modernos e contemporâneos; estudo preliminar, projeto de escultura, criação de maquete e transferência para o bloco de madeira; utilização do serrote, goivas, formões e grosas; entalhe de escultura; lixamento e acabamento.

Professor
Luciana Beatriz Chagas é formada em Educação Artística pela UNICAMP (Bacharelado e Licenciatura) e possui mestrado em Multimeios pela mesma Universidade. É artista plástica e professora de Linguagem Tridimensional no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e de Cerâmica, Escultura e Modelagem na Faculdade Paulista de Artes.

Início: 08/08/2009
Duração: 2 meses

Local: Unicentro Belas Artes de São Paulo

Carga Horária: 32 horas

Dia da Semana: Aos sábados

Horário: das 08h30 às 12h30

Investimento: A vista R$282.60 ou em 2 x R$ 157.00

Contato: Centro Universitário Belas Artes de São Paulo - Cursos Livres
Rua Dr. Álvaro Alvim, 114 Vila Mariana - São Paulo (SP)
CEP: 04018-010

Telefone: (11) 5576-7170
www.belasartes.br/cursoslivres
e-mail
: cursoslivres@belasartes.br

8.5.09

Cerâmica: Arte ou Artesanato?

Cerâmica: Arte ou Artesanato?
Artigo de Luciana Chagas

Nós estamos cercados de objetos feitos de cerâmica no nosso dia-a-dia. Esses objetos estão tão presentes na nossa vida, que às vezes nem damos conta de que certas coisas são cerâmica. Não prestamos atenção, e parece que o conceito do material pelo grande público parece estar se perdendo. A indústria dos objetos de consumo se utiliza da matéria-prima cerâmica de diversas formas, e nos devolve em forma de objetos úteis, como louças, porcelanas, telhas, vasos para plantas, azulejos, e até componentes de alta tecnologia. A cerâmica artística e decorativa também é confundida com certos objetos industriais, de gosto duvidoso, produzidos em larga escala e pintados com tintas comerciais em estampas banais e repetitivas.

A estética do artesanato está sendo distorcida, principalmente em grandes centros urbanos como São Paulo. Isso gera um grande preconceito em relação ao objeto artesanal. Vem junto o questionamento: artesanato é arte? Aliás, o que é realmente o artesanato, e qual o seu valor? Talvez esta pergunta venha de sociedades que já perderam o contato com a arte, que deveria ser tão arraigada no cotidiano e na vida. Sociedades nas quais a arte é imposta pela indústria cultural ao invés de ser produzida espontaneamente pelos indivíduos. Nesse contexto, o objeto artesanal, que na sua raiz é o objeto que quer ser belo e útil ao mesmo tempo, é substituído por formas estereotipadas, copiadas da indústria de massa, repetitivas e que preservam como reminiscências unicamente o fato de serem manufaturadas.

O fazer cerâmica, mesmo utilitária, propõe o resgate da identidade cultural e do desenvolvimento expressivo do indivíduo. A argila é um material dúctil, intuitivo, amigável e cheio de possibilidades de criação tridimensional. Em muitos casos, são necessárias apenas as mãos e alguma orientação técnica para se obter resultados plásticos relevantes. A pessoa que se dispõe a aprender cerâmica na prática experimentará o contato com a terra e com a sua própria ancestralidade, ao modelar o barro e operar nele a transformação em objeto cultural.

1.5.09

Azulejos

Esta é uma série de azulejos, feitos a partir de placas de terracota chamotada, com 8 mm de espessura. Neles, pude aplicar minhas fórmulas de vidrados de alta temperatura.
Cada azulejo tem aproximadamente 16 x 16 cm.

A proposta é a repetição de um módulo com variantes de cor e textura de superfície.
Os alvos de Jasper Johns foram a minha referência.








Os azulejos agrupados num painel criam outra configuração visual.
Fotos Luciana Chagas

30.4.09

Como fazer cerâmica

Como fazer cerâmica? - A parte técnica
Artigo de Luciana Chagas

A prática cerâmica artesanal e artística não tem a intenção de produzir objetos em grande escala ou massificados. Nela, cada peça é única, é modelada à mão, individualmente. Pode ser um vaso, ou um pote, ou mesmo uma escultura. O ceramista que se propõe a isso está sempre se reinventando, acrescentando e investindo no seu próprio estilo. Este artigo descreve todos os processos técnicos pelos quais passa uma peça de cerâmica artesanal genuína.

Antes de mais nada, é necessário saber escolher a argila (o barro) para a modelagem. Existem as argilas naturais e as massas cerâmicas. As argilas naturais são aquelas encontradas na beira do rio, por exemplo, e vendidas em lojas de jardinagem ou algumas papelarias. Porém, essas argilas contêm muitas impurezas, como areias, pedriscos, galhos e raízes, o que prejudica o trabalho de modelagem. Portanto, recomenda-se o uso das massas cerâmicas, argilas preparadas e processadas especialmente para esse fim. Elas apresentam textura fina e uniforme, além de suportar queimas de altas temperaturas. Podemos encontrar essas massas em lojas específicas de artigos para arte, cerâmica e artesanato.

Existem várias técnicas de modelagem empregadas para a criação de objetos de cerâmica. A mais conhecida e lembrada é o torno, que gira a argila a uma velocidade constante, possibilitando a realização de vasos, pratos, potes e outros objetos redondos. Mas o ceramista pode usar outras técnicas de modelagem manual, como aquela em que o vaso é erguido a partir de pequenas cobrinhas de argila que se emendam umas sobre as outras. Ou as placas de argila, esticadas com um rolo de massa, e montadas de acordo com a forma planejada. Além destas, existem várias outras técnicas, e cada uma delas impõe uma determinada forma: mais orgânica no caso dos rolinhos, mais geométrica no caso das placas.

Em todas elas é necessário estruturar a peça ou o vaso, pois a argila está mole durante a modelagem, e ela deve ser empilhada de modo a não desmoronar durante esse processo. O ceramista deve pensar arquitetonicamente, nesse caso.

As emendas de argila com argila devem ser também muito bem consolidadas, para que não se soltem na secagem da peça. Durante a secagem, a argila perde água, portanto, há uma retração de volume que pode fazer com que a peça fique trincada, caso as paredes dela não tenham espessura uniforme. Finalmente, a queima, que deve ser feita em fornos especiais para cerâmica, pois é necessário que ela seja muito lenta até atingir a temperatura de 900º C para a primeira queima, e caso a peça receba esmaltes, de 1000º C a 1300º C, dependendo do tipo de esmalte.
Como se não bastasse a parte técnica ser bem complexa e exigir diversos cuidados, é necessário pensar o que se vai modelar, pois o que define e diferencia o verdadeiro objeto artesanal é o investimento estético, a pesquisa, a criação.